quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Elos inquebrantáveis


Amigas: Aruru, Manu, Aurora e Tina

E falando sobre elos.
Elos são uniões, impermanentes, que são independente da distância, das censuras, dos receios e das caixas.
Elos são forças invisíveis que permeiam nosso verdadeiro ser a todo momento.
Para poder acessar essas dimensões é preciso ver, sentir, se investigar profunda e sinceramente, acolhendo as dores como grandes professoras que nos mostram nossas falhas.
As dores da vida são vida também, elas estão aí para que possamos aceitá-las transformando-as de vilãs a amigas, de "doença" a diferença.
Somos diferentes, cada um com seu universo interno, o lado inverso é belo
Acredito que os elos são feitos de laços, laços entre Mães e Filhos, entre uma mulher e um homem, entre homens e mulheres, entre mulheres e mulheres, entre homens e animais, homens e a natureza, esses laços nos unificam, nos tornam fortes, somos elos inquebrantáveis.
Caminhemos todos com a certeza que não há certezas, há frestas onde podemos nos enxergar, minimamente, e assim dar ao outro a mesma oportunidade, a de Ser em toda sua plenitude e assim formarmos elos feitos de laços.

Manu, Caê e Manuzinha - primeira viagem entre amigos


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Qual é a verdade?



O mundo corre lá fora, imensidão de processos, de mundos internos no corre corre da vida.
Cada um querendo colocar, viver e até impor sua verdade como a única, a certa.
Mas o que será realmente a verdade? Na verdade rs não tenho a menor idéia.
Há e sempre haverá quem diga: Nossa que loucura, fulano fez isso ou aquilo que absurdo!
E eu também em meu olhar para o mundo não concordo com muitas posturas de políticos, vizinhos, amigos mas e daí no que isso muda?! Cada um segue seu caminho com seus universos presentes e verdadeiros. O certo é que não há certos, se não concordamos com o outro paciência, mas podemos concordar que se eu não compreendo o outro por uma decisão ou postura, o outro também não me compreende e assim enfim concordamos que não nos aceitamos, já é um grande começo.
A meu ver é importante se olhar, refletir e ver que o que vejo sobre o outro diz muito de mim, é minha visão, é construção a partir do meu universo, é minha verdade, e a verdade do outro possivelmente é outra e tudo segue como deve ser, como é, sem certos ou errados, só sendo o que somos.
Estamos onde devemos estar, aceitar isso é um grande passo para a mudança se assim desejarmos.
Acredito que esse mundo de intolerâncias e de opressões só poderá mudar no momento em que todos puderem se aceitar como são, com suas fraquezas, dependências, controles, dores, assim poderemos aceitar o outro também com suas imperfeições, fragilidades e diferenças. É através desses contrastes que seguimos em nossa humanidade, essa que nos une, nos fortalece, nos tira dos lugares comuns e das nossa verdades absolutas que nos prendem em nossas caixas sufocantes.
Ser quem somos nos liberta dos nossos grilhões, nos encaminha para paisagens reais muitas vezes perfumadas e leves.
O lado de dentro, inverso, é o que realmente somos, é verdade, todo o resto é teatro da vida.

Mistérios Interiores



Escrevi um texto há algum tempo que falava de um dia que considerei perfeito, um dia de sensações físicas e emocionais muito boas de sentir, de relações puras e sagradas que me faziam sentir a pessoa mais amorosa e amada do universo e que me faziam calma, feliz, leve, percebendo a grandiosidade de estar viva e me preparando para os desafios que todos os dias se mostram no caminho.
É interessante pensar e sentir que estar viva é estar numa montanha russa, hoje, diferente daquele dia é mais um dia de desafios intensos, e sinto dentro um emaranhado de sentimentos e sensações que vem e vão a medida que o carrinho da vida vai me levando mais longe a cada respiração.
Engolir seco, respiração as vezes curta, coração acelerado, saudade, melancolia mas é preciso ação, sair da procrastinação, dar mais passos rumo ao incerto que nos move. Assim, me preparo para mais um dia, não me deixando dominar pelo inesperado, limpando dos meus porões as sujeiras, iluminando os cantos escuros e me olhando de perto, profundamente, e só.
Sentir que as dores que antes eram avassaladoras e que me deixavam fraca e com medo, hoje dão lugar a necessidade de olhar para dentro e me conhecer mais e mais. Hoje levantei, respirei mais uma vez como infinitas vezes o fiz nessa caminhada humana, encarei minha solidão e chamei a tristeza para conversar. Ela que sempre esteve ali acuada, chegou de mansinho e sentou-se comigo, ela me disse baixinho que quer apenas ser sentida, e depois seguirá seu caminho, ansiosa pelo dia que novamente a chamarei para sentar-se em minha companhia. Sim, ela vai voltar, talvez mais avassaladora, ou não, talvez se torne uma amiga tranquila que está ali para mostrar-me a beleza de ser.
O nó na garganta que sinto agora vai se desfazer, a vida e seu perfume, seus encantos e sua profunda conexão que nunca se desfaz continua, e eu mais conhecedora de meus mistérios interiores poderei voar mais alto.

Mais um pedacinho de Giovana Costa
Flui(n) do Ser
01/12/16